Portal de Eventos Científicos do PPGMUS-UFBA, 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE ICONOGRAFIA MUSICAL

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Programas de concerto - Imagem e documentação

Jamile Staevie Ayres, Isabel Porto Nogueira

Última alteração: 2018-07-29

Resumo


Este trabalho vem sendo desenvolvido com a documentação referente às realizações do Auditório Tasso Correa. Como parte das atividades, vem sendo digitalizados e analisados programas de concerto, observando as especificidades da organização e as características da documentação. Tendo em vista que o trabalho encontra-se em fase inicial, oferecemos nesta comunicação algumas conclusões preliminares, enfocando as fotografias encontradas nos programas de concerto.

O período da documentação trabalhada até o momento é de 1936 a 1944, e de 1951 a 1954; e, nestes programas são publicados curriculum, fotografias e críticas de concertos realizados anteriormente pelo artista. Como muitas destas fotografias dos programas são as únicas imagens que o acervo possui sobre os artistas, isto torna esta documentação de imensa importância dentro do conjunto, e é sobre esta análise que se detém este trabalho.

No período de 1936 à 1944, encontramos fotografias de Germano Weil (violoncelo), Ignez Ribeiro (piano), Arnaldo Marchesotti (piano), Alonso Anibal (piano), José Amaro (canto), Miécio Horszowski (piano) e Oscar Borgerth (violino). No período de 1951 à 1954, encontramos fotografias de Alexandre Orlowsky (piano), Terezinha de Jesus Monteiro (canto), Berenice Farina, Heitor Avena de Castro (cítara), Ana Lúcia Freitas Dariano (piano), Trio Bandeirante - Iracema Barbosa (piano), Hertha Khan (violino) e Cecília Zwarg (violoncelo) - e Jean Mac Nab (rêgencia).

Analisando estas imagens, de acordo com a metodologia já proposta por Nogueira, Cerqueira e Michelon (2011), observamos em sua maioria fotografias de estúdio, com predomínio do ¾ de perfil e frontal, com foco primário no rosto do artista. Em algumas fotos, os intérpretes estão tocando seus instrumentos. A postura ereta, séria e introspectiva deixa transparecer uma possível intenção de rigor e firmeza por parte do artista. O estudo apresenta uma análise sobre as continuidades e descontinuidades deste conjunto imagético, apontando para a importância do estudo da fotografia para o campo da iconografia musical.


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