Portal de Eventos Científicos do PPGMUS-UFBA, 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE ICONOGRAFIA MUSICAL

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Representação do tactus em pinturas e iconografias entre os séculos XV e XVII.

Nathália Domingos

Última alteração: 2018-07-29

Resumo


Este artigo propõe a apresentação de alguns conceitos próprios da prática musical entre os séculos XV e XVII. Até o início do século XVII, os documentos musicais, em sua maioria, não apresentam barras de compasso. Isto dificulta a leitura de peças em fac-símiles pelos músicos modernos. Além disso, atualmente, o sistema de notação rítmico convencional é baseado na fórmula de compasso. A notação mensural, no entanto, é um sistema de notação utilizado na música europeia do final do século XIII até o XVI no qual qualquer nota pode ser subdividida em duas ou três partes. Era imprescindível a constância do tactus pelos músicos. Tactus é o movimento sucessivo da mão para baixo e para cima, ou do pé, indicando a pulsação de forma contínua e igual na qual as figuras musicais devem ser encaixadas. O cair da mão (battere/down) e o levantar (levare/up) compõe o tactus inteiro. Pretende-se com este artigo ilustrar o conceito de tactus através de pinturas e iconografias antigas que representam músicos exercendo sua função. Para isto, será fornecido um breve panorama dos Graus da Música (Modos, Tempo e Prolação) e do tactus baseado em informações contidas em tratados e manuais práticos de música dos séculos XV, XVI e XVII. Conclui-se que a compreensão dos sinais de mensuração e do tactus viabiliza a leitura de partituras originais (fac-símile), assim como uma abordagem crítica à edições modernas deste repertório.

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